Por ocasião da VII Semana Taurina
e da Feira Anual em Samora Correia,
a localidade ribatejana recebeu seis cavaleiros, seis novilhos-toiros de
diferentes ganadarias (Palha, Prudêncio, Oliveiras Irmãos, Herds. António
Silva, João Ramalho e Nuno Casquinha, segundo estava anunciado) e dois grupos
de forcados.
Com 2/3 de casa e uma bonita
tarde de primavera, abriu praça António
Brito Paes que enfrentou um novilho-toiro nobre, deixando dois compridos, o
segundo descaído. Nos curtos apostou nas batidas ao piton contrário, mas muitos
ferros não foram deixados ao estribo como mandam os cânones. Andou bem na brega
e ligado ao público. Ouviu música.
O segundo da tarde, preto listão,
coube a Marcos Bastinhas. Marcos
andou menos exuberante que o costume, mas ligou-se ao público e este retribuiu
em aplausos. O cavaleiro deixou dois compridos de forma correcta. Nos curtos
bateu ao piton contrário, mas por vezes o quarteio foi demasiado aberto o que
deu resultado a passagens em falso, quebrando um pouco o ritmo da lide. O novilho-toiro
veio de mais a menos, no fim descaiu para tábuas. Ouviu música.
Duarte Pinto lidou o terceiro. Deixou dois compridos de forma
acertada. Entregou-se, andou alegre, andou toureiro e veio com ganas. Fez por
fazer bem feito, fez por seguir as regras. Citou de frente e, por vezes, cravou
ao estribo, rematando a rodar o piton. Ainda assim falhou a colocação de um
curto. Ouviu música.
Sem intervalo, saiu à arena Marcelo Mendes.O toiro tardou a sair e
criou-se o boato que o mesmo tinha fugido. O pânico instalou-se na praça com
medo de dar de caras com novilho-toiro de João Ramalho. Mas não passou de um
boato, afinal tinha caído uma criança de 4 anos da quinta tábua da praça e o
director de corrida não permitiu que o espectáculo continuasse sem que antes a
saúde humana estivesse assegurada. A empresa
Tauroleve fez questão de informar os aficionados do sucedido. Depois da
espera, lá saiu o “bicho”. Marcelo trazia vontade, mas não impressionou Samora.
Frente a um oponente que se adiantava ao cavalo e com arrancadas bruscas, o
cavaleiro deixou dois compridos. Foi apertado em tábuas e deixou-se tocar
várias vezes. Não deu primazia ao cite frontal. Foi discreta a passagem de
Marcelo por Samora. Não ouviu música.
Depois de ter ganho o troféu em
Alter frente a um Palha, Salgueiro da
Costa teve como oponente outro Palha que, na minha opinião, foi o melhor da
tarde. Era bravo e saiu bem apresentado. O cavaleiro deixou dois compridos. Nos
curtos andou irregular. Abriu em demasia os quarteios. Ainda assim destaco o 3º
curto. Salgueiro da Costa apostou nas batidas ao piton contrário. Ouviu múscia.
Fechou a tarde Mara Pimenta que, aos meus olhos,
acusou o peso da responsabilidade. Trajada à espanhola enfrentou um Casquinha
colaborante. Mara deixou dois compridos, o primeiro não foi deixado no sítio
certo. A lide veio de menos a mais. Nos curtos teve algumas passagens em falso,
e descurou-se do cite frontal, retirando verdade às sortes. Alguns ferros não
foram deixados en su sitio,
aplicando-se a popular expressão: “Até ao rabo é toiro”. Mara tem postura e
vontade. Entregou-se e adornou-se e Samora aplaudiu. Terminou a lide com um
palmito. Ouviu música.
No que toca às pegas pelos Amadores do Ribatejo foram caras Nélson
Silva que concretizou ao primeiro intento uma pega limpa, João Pedro Oliveira
que consumou à quarta com as ajudas carregadas e Joaquim Consolado igualmente à
quarta.
Pelos Amadores de Arruda pegou Luís Lourenço à terceira tentativa, Bruno
Silva à primeira concretizou uma boa pega e Pedro Sabino consumou ao primeiro
intendo.
Dirigiu a corrida com acerto o
Sr. Rogério Jóia.